Violência e criminalidade
Itapetininga mudou. Mas se o preço pelo desenvolvimento é a perda da paz, prefiro a Itapetininga de antes. De uns tempos pra cá tem sido comum ocorrências de brigas, acidentes fatais, assaltos e até assassinatos. A criminalidade aumentou com o progresso. Contrastando com isso, aumentou também o número de moradores de rua, de idosos que trabalham com reciclagem e de pedintes. Todos os dias batem palma em frente ao portão de casa e pedem alguma coisa. Por diversas vezes vi pelas ruas pais e avós catando papelão acompanhados dos filhos ou netos.
A prostituição antes marginalizada já está invadindo o centro da cidade. Em três ocasiões vi mulheres nuas em plena luz do dia. Mas como a defesa social vem se comportando em vista das situações de violência? É uma boa pergunta. A Secretaria municipal de Segurança tem que agir preventivamente para que situações de violência não se tornem corriqueiras. E a cidade tem que manter o status de cidade acolhedora, pacífica, fraterna. Por outro lado a segurança privada dos estabelecimentos tem que ser capacitada, apta para superar com profissionalismo a tensão provocada por uma briga generalizada.
Os donos de estabelecimentos onde há aglomeração e bebida alcólica tem que levar a sério realmente os riscos que o público corre e investir na segurança. Não basta a estética e o conforto. Tem que ver se não há menores de idade envolvidos nesses atos violentos, uso e comércio de drogas, rivalidade entre grupos, pessoas armadas, enfim. O que estaria motivando essa violência fora o que já sabemos? Itapetininga mudou. E se a Secretaria Municipal de Segurança não acompanhar a mudança, pode ser que alguém morra nessas brigas. Não dá para esperar.